Há 11 meses
terça-feira, 10 de Novembro de 2009
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Computador sobre as pernas. Cappuccino do lado esquerdo. Mexo os dedos dos pés. Estão frios. Gélidos, até. Lá fora o ar ainda se mantém ameno. Demasiado, devo acrescentar. Na verdade, preciso de frio, de recolhimento. Estas temperaturas que ainda se mantêm amenas em demasia puxam-me para fora quando quero permanecer dentro. O frio, e consequentemente o recolhimento, ainda não foram vislumbrados. Pelo menos não aqui. Volto a mexer os dedos dos pés. Permanem na mesma. Tal como eu. Imóvel. Com as ideias estagnadas tal como um pântano lodoso. Por momentos hesito e duvido da consistência ortográfica desse mesmo pântano, o lodoso, mas a inércia impede-me de empreender qualquer que seja a confirmação do que foi escrito anteriormente. E pronto. Sem que tivesse essa mesma intenção, dou por mim em caminhos que não foram inicialmente traçados. Às vezes pergunto-me se não terei sido possuída [palavra hedionda, esta]. Ou se, simplesmente, padeço de uma qualquer maleita dos nervos, tal como os loucos de Charcot. Ainda que simpatize muito mais com Pinel.
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