sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Ora então, é isto*

Parece-me de uma inconveniência extrema, o despertador tocar em pleno trabalho onírico, especialmente quando este, envolve o vizinho da frente [por acaso não, mas nunca se sabe]. De resto, e parafraseado aquele que é a minha excepção: está tudo bem comigo.

*ou como padeço de uma incapacidade total "titular" posts.

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

27

it is.
and happy!

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Da luxúria [nacional]

(Rodrigo Soares)

Juro por Deus [eu que nem baptizada sou], que este belo exemplar e excepção no universo masculino é, na realidade, o meu vizinho da frente. Aquele que eu vejo passar de divisão em divisão, por vezes desnudo [pronto, esta parte nem tanto].

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

...

Então não é que estou quase a fazer anos? [não se apoquentem que eu aviso quando]. Nos entretantos, devo dizer que a semana começou bem, comigo à chuva a empurrar um carro ali para os lados das Amoreiras. Foi um momento bonito, pois foi.

sábado, 14 de Novembro de 2009

Mr. X

O Mr. X sempre foi uma daquelas personagens que, de tempos a tempos, vamos encontrando. A primeira vez que o vislumbrei foi há cerca de oito anos. Na altura, estava sentada ao pé da Botica. Assim que o vi, fiquei presa aos seus movimentos. Não que fosse particularmente bonito. Não era. Mas porque emanava uma confiança como eu ainda não tinha visto. Voltei a vê-lo. Sempre na noite. Mudava apenas o cenário, mas não a adaptabilidade ao mesmo. Com ele tudo parecia fácil e natural. Nunca falámos. Ainda que nos avistássemos mutuamente. Inibia-me, e eu deixava-me estar. Quando me olhava, era incapaz de manter o contacto. Depois arrependia-me, mas nunca fui a tempo. Nas noites em que nos encontrávamos, ficava a imaginar quem seria aquela pessoa que me fascinava daquela maneira. Não lhe sabia nada. Nem o nome. Nem a idade. Nem o estado civil. Não tínhamos, que eu soubesse, amigos ou conhecidos comuns. Aliás, a única coisa que partilhávamos era o gosto pelos mesmos ambientes. Não me lembro de ter comentado com alguém sobre este estranho que já me era familiar. Até que deixei de o encontrar e o esqueci. Ontem, enquanto estava sentada, vi-o. Mr. X. himself. Físicamente pouco mudado. Mas em mais nada se parecia o mesmo. Ainda que a fisionomia não me atraiçoasse a memória, as dúvidas tendiam a permanecer. Mas não, era de facto ele. Mr. X. but without the x factor. Observei-lhe os movimentos. Sem graça, e sem a naturalidade que lhe conhecia. Ele olhou-me, uma e outra vez. Eu voltei a desviar o olhar. Mas pela primeira vez, não me arrependi. E voltei à minha vida.

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

13*

Só para ver se ainda me lembro como é que se faz, vou ali dar um pulinho. Se alguém por lá passar e, vir algo que se pareça com um corpo meio desnudo [brincadeirinha] num qualquer sofá a partir das 2h, com os olhos cerrados por completo e a boca semi-aberta [e não, não a fazer beicinho que faz lembrar as divas do cinema francês, ainda que as prefira italianas], por favor, desvie o olhar, compadeça-se da minha pessoa e, siga caminho.

*ou como um título nada tem a ver com o conteúdo de um post...

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

como?

A eutanásia "traduz a falta de empenho de uma sociedade em procurar meios que permitam viver dignamente todas as fases da existência humana", considera a Conferência Episcopal Portuguesa.

Mas ninguém me contou que os bispos estão a ser sujeitos a um ensaio clínico de uma nova droga ainda não disponível no mercado?

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

question

Como é que esta que vos escreve, pode, colocar uma musiquinha aqui ao lado?

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

...

Computador sobre as pernas. Cappuccino do lado esquerdo. Mexo os dedos dos pés. Estão frios. Gélidos, até. Lá fora o ar ainda se mantém ameno. Demasiado, devo acrescentar. Na verdade, preciso de frio, de recolhimento. Estas temperaturas que ainda se mantêm amenas em demasia puxam-me para fora quando quero permanecer dentro. O frio, e consequentemente o recolhimento, ainda não foram vislumbrados. Pelo menos não aqui. Volto a mexer os dedos dos pés. Permanem na mesma. Tal como eu. Imóvel. Com as ideias estagnadas tal como um pântano lodoso. Por momentos hesito e duvido da consistência ortográfica desse mesmo pântano, o lodoso, mas a inércia impede-me de empreender qualquer que seja a confirmação do que foi escrito anteriormente. E pronto. Sem que tivesse essa mesma intenção, dou por mim em caminhos que não foram inicialmente traçados. Às vezes pergunto-me se não terei sido possuída [palavra hedionda, esta]. Ou se, simplesmente, padeço de uma qualquer maleita dos nervos, tal como os loucos de Charcot. Ainda que simpatize muito mais com Pinel.

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Da desorganização mental

Invejo, da forma mais assumida possível, aqueles cujo poder de organização lhes permite não serem invadidos por um turbilhão de ideias e pensamentos. Invejo, todos aqueles que não se cercam da "falta" de tempo para justificarem a sua preguiça dominadora. Mas invejo, sobretudo, aqueles a quem é permitido (ou que souberam construir essa permissão) de estarem, simplesmentes estarem, e conviverem alegremente com um turbilhão de ideias e pensamentos por tempo (apenas) determinado por eles próprios.